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jan 302014
 

Para quem joga, ou pelo menos tenta jogar, Assassin’s Creed IV: Black Flag no PC e sofre com o péssimo desempenho, saiba que existe um motivo para isso.

O produtor Sylvain Trottier, da Ubisoft, declarou que a publisher não se importa em otimizar o jogo para a plataforma, pois o ponto não é ter bom desempenho. Em suas palavras, se o jogador não estiver tendo um bom desempenho no PC, ele deve comprar uma GPU melhor.

O fato é que mesmo com placas de vídeo High-End o jogo não consegue manter estável a taxa de quadros por segundo. Em uma rápida busca pela internet é possível perceber que isso é uma reclamação comum. Entretanto, a taxa de quadros costuma cair muito, sem usar todo o potencial disponível em seu hardware. Isto indica que o problema realmente é devido ao jogo não ter sido otimizado para a plataforma, tendo em vista que geralmente os usuários informam que o sistema está trabalhando com folga no desempenho.

Na tentativa de se retratar, Trottier disse que havia sido mal interpretado, alegando que a Ubisoft está interessada na otimização de AC IV. Tanto que eles implementaram para a plataforma: otimização para controle via teclado e mouse, suporte à três monitores, suporte a resolução 4K e tecnologias como oclusão HBAO+, TXAA e aceleração de Physx por GPU. Contudo, nada disso significa que o jogo terá seu desempenho melhorado. Muito pelo contrário. Colocar tecnologias que consomem mais hardware, dentro de um jogo que já possui deficiências em seu funcionamento, irá debilitar ainda mais o seu desempenho.

Após passar um bom tempo testando todo tipo de configuração in-game, pude encontrar um simples ajuste que pode, pelo menos, manter estável a taxa de quadros durante o jogo, o que torna a jogabilidade fluída. Desligando o V-Sync do jogo e forçando através da placa de vídeo o uso do V-Sync com metade de taxa (30fps), sessam os problemas de variação tão incômodos na taxa de quadros por segundo.
No vídeo a seguir, eu explico melhor toda a situação que eu me deparei ao começar a jogar AC IV.

A princípio, havia feito esse vídeo para o Otávio Módolo, mas acabou virando uma longa pesquisa sobre o assunto e um post.

No momento, oque mais podemos fazer, é aguardar que saiam novos drivers da Nvidia e AMD, que proporcionem uma melhor experiência no jogo. Porque no que depender da Ubisoft, isso não deve ocorrer tão cedo.

Fontes: VideoGamer, IncGamers e UbiBlog

jan 232014
 

E estamos de volta para terminar de comentar sobre os jogos lançados no ano passado!

A janela de lançamento de fim de ano teve muitos jogos bons, outros nem tanto. Mas certamente 2013 foi um ano bom para para todas as plataformas.

Sobre a frequência do cast, faremos 1 a cada duas semanas sempre saindo na quinta ou na sexta (gravação deve acontecer quarta ou quinta). Após esse episódio daremos início ao podcast “normal” onde discutiremos noticias das semanas entre episódios, jogos que estamos jogando e, por ventura, animes e tecnologias.

Também temos intenção de ler comentários, críticas, sugestões, desabafos, declarações de amor, entre outros. Para isso deixe um comentário nesse tópico ou nos mande um e-mail (disponível na pagina de contatos).

Espero que gostem!

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jan 172014
 

Hoje, em reunião com investidores, a Nintendo divulgou que está diminuindo sua expectativa de venda para o ano de 2014. O motivo vem dos números: a Nintendo falhou em alcançar o objetivo de vendas durante o feriado de fim de ano, então a projeção de vendas do Wii U foi diminuída de 2,8 milhões de unidades (dos iniciais 9 milhões) e as previsões vendas de jogos foram reduzidas de 38 milhões para 19 milhões enquanto que a do 3DS (hardware mais vendido no ano de 2013 nos EUA) teve projeção diminuída para 13,5 milhões (de 18 milhões) enquanto que as previsões de venda de jogos caíram para 66 milhões (de 80 milhões). Além disso, a empresa teve prejuízo operacional de 35 bilhões de ienes (R$ 791 mi) e prejuízo líquido de 25 bilhões de ienes (R$ 565 mi).

Iwata explicou que as vendas do 3DS, no Japão, foram fortes enquanto que no resto do mundo elas foram mais modestas, principalmente na Europa. A Nintendo pretende investir mais em marketing e pesquisas de mercado. Aumentará em 8 bilhões de ienes (R$ 180,8 mi) enquanto que pesquisa e desenvolvimento aumentará em 15 bilhões de ienes (R$ 339 mi).

Iwata se desculpou com seus investidores e assumiu a responsabilidade pelas falhas recentes da Nintendo e também afirmou que a empresa precisa recuperar o momentum assim que possível e que ele continuará como presidente.

Mas por que a Nintendo está tendo problemas? Essa não é uma pergunta muito difícil de responder. A resposta rápida é que a Nintendo não tem mais um grande apelo no mercado de vídeo games por causa da ausência de jogos.

A resposta mais complexa inicia com as falhas do Nintendo 64 e do Game Cube. Ambos eram hardwares mais potentes, tecnicamente falando, que a concorrência mas que tinham limitações quanto ao tamanho que um jogo poderia ter. No Nintendo 64, a unica empresa que fabricava os cartuxos era a própria Nintendo enquanto que no seu concorrente direto, qualquer empresa poderia fabricar, além do vasto espaço que um CD fornecia se comparado aos cartuxos do 64. Essa política fez com que produtoras, perante ao grande custo de produção e que antes só trabalhavam para a Nintendo, fossem para sua concorrente Sony (Square Soft por exemplo). Isso forçou o aparecimento de muitos exclusivos no 64 que eram ou ruins ou pequenos demais. Graças a isso, os jogos que mais lembramos no 64 são os jogos da própria Nintendo ou da Rareware (que a Nintendo perdeu para a Microsoft)

Por outro lado o Wii foi um grande sucesso de vendas no mundo inteiro. A Nintendo apostou num hardware mais modesto que a concorrência e investiu numa tecnologia de controle diferente. Graças a isso o Wii U teve alguns jogos singulares. Mas o Wii não era nenhuma flor cheirosa: tanto a Nintendo como as empresas que lançavam jogos para o Wii estavam mantendo grandes títulos dentro Japão por achar que não venderiam por aqui. Isso tinha fundamento: houve um desaquecimento no interesse por jogos japoneses devido o aparecimento de empresas em vários países com ideias novas que trouxeram um novo folego para a industria do qual o Japão, como produtora de jogos, estava sofrendo para acompanhar. Além disso, vender apenas jogos não era o bastante (veja o monstro que o PS3 virou, além daquela anomalia chamada XBOX One). Enquanto suas concorrentes estavam criando serviços em seus videogames, a Nintendo estava parada. Havia, também, um consenso por lá que nada além de Final Fantasy possuía apelo suficiente neste lado do mundo, por isso ficamos muito tempo sem três dentre os melhores jogos do Wii: Xenoblade Chronicles, The Last Story e Pandora’s Tower. Esses jogos só deram as caras devido a pressão de grupos que estavam lutando para ter o melhor do Wii.

Por sorte a Nintendo ouviu mas, além de ser tarde demais, a tiragem foi pequena a ponto de uma cópia original do Xenoblade valer 5 vezes mais que o preço de lançamento. Fiquei uma geração inteira jogando jogos americanos somente pelo fato de não termos nada de bom vindo da terra do sol nascente. A Nintendo era a melhor plataforma para esse tipo de jogo mas ela segurava tudo. De novo, ela não era a unica a fazer isso. Havia um jogo no PS3 chamado Nier Replicant (conhecido como Nier Gestalt por aqui) da Square-Enix, é um jogo spin off da série Drag on Dragoon (Drakengard por aqui) que tinha potencial. Um potencial arruinado porque a Square achou que um personagem mais adulto e musculoso teria mais apelo neste lado do mundo e mudou todo o contexto do jogo. Obviamente não funcionou, e a Square nunca mais repetiu a canelada.

Depois de tanto barulho a Nintendo (e o Japão) parecem ter aprendido que queremos ver seus jogos também e que eles fazem sucesso por aqui (Ni no Kuni e Tales of Xillia por exemplo). O maior exemplo desse entendimento é a Nintendo Direct (que também é uma resposta a sua falta de sucesso em grandes eventos). Mas apesar de estar usando a internet pra fazer propaganda, a empresa engatinha nesse assunto quando o assunto é jogos.

Por que a Nintendo está falhando com o Wii U? Porque não tem jogos. As únicas coisas disponíveis, e que me levariam a comprar, são jogos da própria Nintendo, que são maravilhosos mas não são suficientes para fazer as pessoas comprarem um Wii U. Como ele é um hardware mais fraco, mais esforço deve ser colocado para que os jogos pareçam tão bonitos quanto seus concorrentes monstros (PS4 e XONE) no caso de jogos multiplataforma. Uma coisa que as produtoras não se sentem inclinadas a fazer devido a politica de relacionamentos da Nintendo.

Como sair do buraco? Jogos! Muitos jogos! Obviamente, ninguém está interessado em fazer jogos para eles porque as vendas serão baixas então a Nintendo está certa em ela mesma fazer jogos com excelência pra chamar publico. Outro fator é que a Nintendo comercializa seu console no mundo inteiro, então ela deve localizar todo o catalogo para o inglês pelo menos. E eu me refiro somente a texto. A dublagem normalmente possui baixa qualidade porque dubladores americanos usam um cacoete de clareza no idioma característico em animes dublados muito desagradável e muito distante do que vemos nos filmes. É um problema característico de interpretação. Além de ser um procedimento bem caro. Outros idiomas importantes que devem receber localização mas menos urgentes são espanhol, russo, português brasileiro e chines.

O fato do Nintendo Direct ser falado em inglês demonstra que a Nintendo entendeu essa parte então, enquanto lança os próprios jogos, falta melhorar o relacionamento com as companhias que produzem jogos para seu console para que não haja buracos enormes entre lançamentos. A Nintendo faz jogos excelentes, mas como eu disse, não é suficiente

E o 3DS? Ele vai muito bem. A Nintendo alavancou o portátil devido lançamentos próprios então só resta uma boa relação com as outras empresas para que recebamos jogos de excelente qualidade no futuro

Fonte: Wii Brasil

Leitura (ou não) adicional: Bonus Round no Gametrailers

jan 102014
 

Após sofrer com a falta de tempo para reviews no nosso canal no Youtube, resolvemos começar um podcast. Nosso foco estará nos Games em geral e relacionados, mas poderemos tratar de qualquer assuntos que nossas cabeças de nerds possam imaginar.

Eu sou Otávio Módolo conhecido pelas más línguas da internet como ID e estarei acompanhado de Rafael Dias conhecido como RafaHell. Meu perfil é o do nerd maldito: quatro-olhos, viciado em video game, animes e PC. Frequentemente anti-social e odiado pelas gatinhas. Já o perfil do RafaHell tende para o lado geek da nerdice: viciado em jogos (normalmente para PC), PC, seriados e filmes. Não perde uma cerveja com um game por nada!

Neste primeiro cast estaremos falando dos jogos relevantes de 2013. Em sua maioria não jogamos, mas são jogos que deveriam estar no seu radar e por algum motivo não estão

Como trilha sonora de fundo usamos a OST dos jogos de Valkyrie Profile. A musica inicial e final é um arranjo para a Fighting the Shadowy Gods, tema de batalha de Valkyrie Profile de PSX e Valkyrie Profile: Leneth de PSP.

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